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A iniciação com inspiração catecumenal tem forte ênfase na liturgia

A iniciação com inspiração catecumenal tem forte ênfase na liturgia, não somente pela realização dos Ritos e celebrações  mas em especial por que todo o processo de amadurecimento da fé vai sendo moldado a partir do entendimento de toda ação litúrgica de nossa vida, em outro momento falaremos especificamente sobre liturgia , a  acentuação pela liturgia não pode deixar esquecidos outros aspectos da pastoral, como a dimensão sócio transformadora, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, a comunhão entre os diferentes agentes pastorais e seus campos de atuação. O desejo de levar a sério o processo de iniciação e de ter cristãos realmente comprometido, transformados, conscientes e imersos nas grandezas do mistério da fé.

Não se pode implantar um processo com esse nível de exigência sem a correspondente preparação e continua reflexão e revisão de vida dos agentes, de todos os níveis, e sem uma grande atenção à qualidade do testemunho da comunidade inteira.
Estamos nos dedicando a um dos temas mais desafiadores da nossa ação evangelizadora. Como levar as pessoas a um contato vivo e pessoal com Jesus Cristo ressuscitado, como fazê-los mergulhar nas riquezas do Evangelho, como iniciá-los na vida da comunidade cristã e fazê-los participar da vida divina, cuja expressão maior são os sacramentos de iniciação? Como realizar uma iniciação de tal modo que os fiéis perseverem na comunidade cristã? Como formar verdadeiros discípulos-missionários de Jesus? Entendemos nos debruçar não tanto sobre a “preparação para receber os sacramentos”, mas sim sobre o processo e a dinâmica pelas quais “tornar-se cristãos”, processos que vão além da catequese entendida como período de maior aprendizado e orientado para um sacramento.

Nesse processo os catequistas continuam a desempenha um importantíssimo e insubstituível papel, mas não conseguiram sozinho, se faz necessária a participação de toda a Igreja: pais, padrinhos, introdutores, catequistas, liturgistas, ministérios ordenados, enfim toda a comunidade.
Ser introduzido no mistério ou no plano de salvação traçado pelo Pai é algo que acontece aos poucos, agente vai se achegando e empenha todo o nosso ser: inteligência, vontade e sentimentos para conhecer Deus, que ser revela com toda sua humanidade.
É nossa tarefa observar junto com o catequizando os sinais dos acontecimentos e ajuda-los a unir com a promessa e  ensinamentos da Palavra. A Vivencia liturgia une esse dois sinais de forma ritual emprega  elementos e gestos para despertar a experiência efetiva da graça abundante de Deus.

“Todas as realidades da fé, particularmente os Sacramentos, estão enraizadas em profundas experiências humanas. Devido ao mistério da encarnação do verbo, elas são a base para a compreensão de todo o mistério Cristão. Deus em sua infinita bondade se revelou a nós não de um modo teórico e abstrato, mas a partir das realidades humanas. Deus ser revelou através de palavras e acontecimentos intimamente unidos” (Dei Verbum 2)

As atitudes corporais, os gestos e palavras com que exprime a ação litúrgica e se manifesta a participação dos fieis, não recebem seu significado unicamente da experiência humana, de onde são tirados, mas também da Palavra de Deus. Durante a celebração os gestos sensíveis, tornam pressente  o mistério, trata-se de uma realidade mística, espiritual, não menos real.

É preciso ajudar o catequizando a entrar num mundo coerente de sinais pessoais e vivos. É preciso que redescubra o universo simbológico em que se move a liturgia. Não se trata de explicar os símbolos ou gestos, mas de coloca-los num determinado contexto humano, bíblico e celebrativo, de modo que possa aprender a viver o seu significado.

Em tais celebrações não podemos nos esquecer da importância do mistério do catequista, da autoridade que provem da sua vivencia de fé e seu testemunho da Palavra. Por natureza o catequista já mistagogo se faz necessário ser facilitador do Mistério, a unidade entre a Palavra e o sacramento leva o catequista a valorizar os pequenos momentos celebrativos que põe os catequizandos em contato direto com a graça anunciada no mistério da Palavra. O Catequista não deve ter temos ou insegurança, pois se trata do mesmo movimento da palavra: uma vez anunciada, agora se torna realidade de salvação, ao ser ritualmente celebrada.

As vivencia em formas de pequenas celebrações, podem igualmente ser atraente e compor o itinerário de amadurecimento da fé na condição de serem preparadas e pensadas como elementos integrantes do mesmo mistério.
Nas próximas postagens irei disponibilizar sugestões de celebração que iram ajudar na vivencia  desse mistério, deveram ser celebrado pelo ministro ou pelo próprio catequista, nas proximidade do tempo da mistagogia ou durante a mesma.

Que Deus nos ajude nessa missão;


 Fonte de Estudo - Do Visível ao Invisivel -  NUCAP


Joylson Carvalho

Joylson Carvalho

Web Developer, catequista por vocação desde 1998. Desde 2011 tenho me dedicado a estudos, vivências e praticas da IVC, desde então tenho ajudado na implementação da Iniciação a Vida Cristã com inspiração catecumenal, nas comunidades da arquidiocese de Manaus.

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