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[Mt 13, 24-43] Trigo e o Joio - A paciência de Deus Misericordioso. Estudo + Dinâmica

Ao falar em parábolas, como faz no capítulo 13 de São Mateus, Nosso Senhor lança mão de um recurso pedagógico que, ao mesmo tempo em que revela, deixa algo escondido. É um pouco do que experimentamos quando nos apresentamos diante de Deus: ao mesmo tempo em que Ele é extremamente simples, é-nos profundamente misterioso.

A parábola com que Jesus encerra o Evangelho deste Domingo é a famosa passagem do joio e do trigo. Interessa-nos, sobretudo, a sua explicação:

“Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.”
Ao dizer que se deve deixar crescerem juntos o joio e o trigo, até a colheita, Jesus aponta para a onisciência divina, que já sabe quem se vai salvar e quem será condenado. Se, no entanto, isso é claro aos olhos de Deus, permanece uma incógnita para nós: assim como o joio e o trigo são plantinhas pequenas e muito semelhantes, neste mundo, é tarefa árdua distinguir os bons dos maus, sendo necessário, para isso, esperar o “tempo da colheita”, que “é o fim dos tempos”.

Por isso, a grande protagonista dessa parábola é a paciência de Deus. Em Sua misericórdia, o Senhor contraria a pressa dos homens – como a dos filhos de Zebedeu, que perguntaram a Jesus se não queria que mandassem “fogo do céu” para destruir os ímpios [3] – e deixa que o joio e o trigo cresçam juntos. Como diz São Paulo, “Ele quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” [4].

Também São Pedro recorda que a paciência divina é, para todos nós, fonte de salvação: “O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como alguns interpretam a demora. É que ele está usando de paciência para convosco, pois não deseja que ninguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se” [5]. As demoras de Deus são sinais da Sua benevolência, da grandeza do Seu coração, que “não deseja que ninguém se perca”. A virtude da paciência consiste nisto: em carregar um fardo, um peso sobre as costas. Não foi justamente o que fez Nosso Senhor, ao carregar o fardo de nossos pecados e o peso da Santa Cruz? Não foi justamente a atitude do pai da parábola do filho pródigo, que esperou pacientemente a volta de seu filho mais novo, chegando a fazer uma grande festa com sua chegada?

Muitas vezes, comportamo-nos, diante dos maus, como aquele filho mais velho, enciumado com o amor do pai por seu irmão rebelde. Diante das injustiças, somos tomados pelo espírito de Tiago e João e queremos invocar a justiça divina... Mas, estamos realmente seguros de estar do lado do trigo? Se Nosso Senhor voltasse hoje para a colheita, não seríamos os primeiros a ser lançados no inferno, nós, “a quem muito foi dado” e, portanto, muito será exigido [6]?

A parábola do joio e do trigo é, na verdade, um resumo de toda a história da salvação. O Senhor desposa o Seu povo com uma aliança de amor, à qual é integralmente fiel; em troca, no entanto, só recebe infidelidades e prostituição. E, ao invés de assinar o libelo de divórcio, Ele é paciente e continua a amar-nos, mesmo em nosso egoísmo e amor-próprio desordenado. É que, como canta o Apóstolo, “o amor é paciente, é benfazejo; (...) não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido (...). Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo” [7].


Dinâmica: Tapando a Brecha
Objetivo: Refletir sobre a vigilância e a paciência
Material:Os Catequizandos

Procedimento:
- Organizem os catequizandos em círculo, deixando apenas 01 catequizando de fora.
- Orientem para que o círculo esteja bem fechado, isto é, os Catequizandos devem ficar bem próximos, para que não haja espaço para o inimigo penetrar no círculo.
- Orientem o Catequizando que está fora do círculo que ele será o “inimigo” e seu objetivo será o de penetrar no círculo, mas não precisa derrubar nem machucar ninguém.

- Depois, falem para os demais catequizandos quem é o “inimigo” e que ele vai procurar entrar no círculo, mas que eles devem resistir a estas investidas, mas tenham cuidado para não machucar o colega.
- Então, peçam para que comecem a atividade.
- Observem as tentativas do “inimigo” e a resistência dos catequizandos do círculo, lembrem que se se o inimigo entra a atitude a seguir e deixar que ele continue dentro do circulo até o final da dinâmica.
- Vocês podem fazer outras tentativas, trocando o “inimigo” por outro Catequizando que está no círculo, ou até mesmo com mais de um fora do circulo.

- Pode haver dois resultados:
O inimigo não conseguir entrar no círculo
O inimigo conseguir entrar no círculo

Mas, qualquer que seja o resultado, falem sobre o joio semeado pelo inimigo, na Parábola do Trigo e do Joio, da importância de estarmos vigilantes, de sermos paciente esperar o tempo certo para a colheita.

Autoria da Ideia original desconhecida.


Joylson Carvalho

Joylson Carvalho

Web Developer, catequista por vocação desde 1998. Desde 2011 tenho me dedicado a estudos, vivências e praticas da IVC, desde então tenho ajudado na implementação da Iniciação a Vida Cristã com inspiração catecumenal, nas comunidades da arquidiocese de Manaus.

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